quarta-feira, 24 de julho de 2013

Até quando o Brasil seguirá os corporate reformers (reformadores empresariais) e o negativo modelo de escola charter dos EUA?



"An Education Declaration to Rebuild America" 
(Declaração sobre a Educação para reconstruir os EUA)



        
          A comunidade educacional estadunidense vive um momento de intenso debate sobre os rumos das políticas adotadas no país nos últimos trinta anos (conhecidos como "os anos perdidos da educação"). Na terça-feira (11/06/2013), um grupo de educadores, pais, ativistas, pesquisadores e representantes de governo lançaram uma declaração que propõe um novo modelo de reforma educacional para seu país: “An Education Declaration to Rebuild America".
      Contrário às políticas de educação em voga nos EUA, pautadas pela lógica do mercado, pela aplicação de testes padronizados de larga escala e pela responsabilização escolar e docente, o documento apresenta uma reforma abrangente, que preconiza o apoio (e não a punição) a escolas e professores, a rejeição à privatização desregulada e irresponsável e reafirma a importância da valorização do magistério. Além disso, reconhece as condições socioeconômicas, especialmente a pobreza, como fator que influencia o desempenho acadêmico dos alunos. Como resposta, a nova agenda propõe um modelo de avaliação que foge daquele que toma os testes padronizados como medida única, orientadora das políticas.
       Considerando a influência no Brasil dos reformadores empresariais dos EUA, a rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação traduziu a Declaração. Com isso, não se está sugerindo uma transferência descontextualizada das propostas norte-americanas. Contudo, espera estimular no Brasil a construção de uma reforma social, republicana e democrática da educação, como contraponto da reforma empresarial, fortalecendo, tanto lá quanto aqui, um esforço de resistência. O objetivo é recolocar, no centro do debate, o real fortalecimento da escola pública, como uma instituição republicana e democrática, alicerçada em políticas de valorização dos profissionais da educação, gestão democrática e reforma curricular, capazes de garantir a aprendizagem dos educandos.
      O momento é oportuno, pois tramitam no Congresso Nacional propostas de leis decisivas para a reforma educacional brasileira, como o Plano Nacional de Educação e a Lei de Responsabilidade Educacional. Além disso, o Ministério da Educação busca formular o Sinaeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), fruto da elaboração da sociedade civil. Ademais, no presente momento, se intensifica o processo político da Conferência Nacional de Educação, agendada para fevereiro de 2014.

Adaptação de: Ação educativa

Por que o Brasil tem implantado de forma crescente experiências como essas, de resultados negativos?
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Fontes:
Saiba mais: clique aqui.

Postado por:
Bruna Sonaly
Laís Venâncio de Melo
Graduandas em Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET


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