quinta-feira, 14 de março de 2013

CLARICE LISPECTOR




BIOGRAFIA

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, na aldeia Tchetchenilk, no ano de 1925. Os Lispector emigraram da Rússia para o Brasil no ano seguinte, e Clarice nunca mais voltou à pequena aldeia. Fixaram-se em Recife, onde a escritora passou a infância. Clarice tinha 12 anos e já era órfã de mãe quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre muitas leituras, ingressou no curso de Direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Casou-se com um colega de faculdade em 1943. No ano seguinte publicava sua primeira obra: “Perto do coração selvagem”. A moça de 19 anos assistiu à perplexidade nos leitores e na crítica: quem era aquela jovem que escrevia "tão diferente"? Seguindo o marido, diplomata de carreira, viveu fora do Brasil por quinze anos. Dedicava-se exclusivamente a escrever. Separada do marido e de volta ao Brasil, passou a morar no Rio de Janeiro. Em 1976 foi convidada para representar o Brasil no Congresso Mundial de Bruxaria, na Colômbia. Claro que aceitou: afinal, sempre fora mística, supersticiosa, curiosa a respeito do sobrenatural. Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado. No mês seguinte, na véspera de seu aniversário, morria em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.

OBRA INFANTIL DE CLARICE LISPECTOR

A literatura de Clarice Lispector para crianças, com sensibilidade quase maternal, cria um clima de aconchego e conforto, como se a cada vez que as páginas do livro fossem abertas, as crianças leitoras se sentissem como que entrando na sala de visitas da casa da autora e fossem ouvir uma história bem criativa com todo aquele ar de intimidade. Como se a história fosse contada por alguém bem próximo e bem querida: a mãe, a tia, a avó, o pai, etc. Alguém em quem a criança confiasse “sentar” ao lado para ouvir uma historinha e deixando-se levar pela narração.


Dentre outras obras de Literatura Infantil, Clarice Lispector criou “A mulher que matou os peixes”. Nesta história, a autora já começa se desculpando por ter matado os peixes. Mas foi tudo sem querer, e isso ela pode provar ao longo da narrativa, como promete logo no início. Ela só conta como tudo aconteceu ao final do livro, porque no começo e no meio conta as várias histórias dos bichinhos que teve,como gostou e tratou bem a cada um deles, inclusive aos “vermelhinhos”, que eram os dois peixinhos que morreram (de fome porque ela esqueceu de lhes dar comida).
Primeiro Clarice conta sobre uma gata que teve ainda na infância. A gata havia parido uma ninhada de gatinhos que ela não deixava que tirassem de perto da mãe deles.

Quando se desfizeram dos gatinhos, ela conta que até ficou doente de tanta saudade da gata e dos seus filhotinhos. Mas, Clarice não teve por perto só “bichos convidados” não, os bichos não convidados como as baratas e as lagartixas também moravam clandestinamente em sua casa. Por vontade mesmo, ela só teve mais dois coelhos – e até já escreveu uma história sobre ele “para gente pequena e gente grande” – dois patos, muitos pintos, dois cachorros – um chamado Dilermando no período em que morou na Itália, um outro chamado Jack e – Ufa! Finalmente os últimos – os macacos. Mas não é só um macaco, por isso imaginem mais bichinhos: um mico e uma miquinha muito suave e linda chamada Lisete! Mas a história de Lisete é muito triste, porque ela de tão caladinha e quietinha foi ficando doentinha. Vai ver ela estivesse tão quieta por ter ficado doente antes. Foi levado ao veterinário e, isso mesmo: Lisete acabou morrendo, deixando todos muito tristes.

Clarice ainda conta a história de Bruno e Max – dois cachorros um deles de Roberto, um amigo dela. Outra história triste porque Bruno mata Max, que morre ‘assassinado’ pelos outros cachorros da vizinhança. Depois de conversar – conversar mesmo, porque todas as passagens fluem de maneira muito natural, como se estivessem num diálogo - sobre bichinhos de estimação, naturais, convidados ou não-convidados, Clarice finalmente conta como matou os vermelhinhos – peixinhos vermelhinhos. E é como ela tinha dito no começo do livro mesmo: foi sem intenção, quando ela esqueceu de dar-lhes comida. Esqueceu – não de propósito – porque ela é muito ocupada, escrevendo para adultos e crianças e... termina perguntando às crianças- leitoras que prestaram atenção a toda sua história:
_ Vocês me perdoam?


OUTRAS OBRAS DE LITERATURA INFANTIL 

Mistério do Coelho Pensante, RJ, J. Álvaro, 1967.
A Vida Íntima de Laura, RJ, Sabiá, 1974.
Quase de Verdade, RJ, Rocco, 1978.



Fonte: http://www.brasilescola.com  


Postado por:
Vanessa Barbosa da Silva
Pâmella Tamires Avelino de Sousa
Graduandas de Licenciatura em Pedagogia - UFCG
Bolsistas do Programa de Educação Tutorial - PET


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