sábado, 14 de maio de 2011

Fez-se vingança, não justiça


DEBATE ABERTO: Leonardo Boff

Fez-se vingança, não justiça

Não se fez justiça com a morte de Bin Laden. Praticou-se a vingança, sempre condenável."Minha é a vingança" diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.

Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de novembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista. Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Irã, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade nas qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.

Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman de Melbourne Beach da Flórida que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente:"Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas".

Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28/02/2010 e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva.

Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por saúde e decência se demitiu do cargo.

Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano, "As veias abertas da América Latina", para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligiência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos "Blowback" (retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro. Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.

Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao su esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.

Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime. Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um "deus" determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de "não matar" e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque,com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados. Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.

Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável."Minha é a vingança" diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Cultuarte 13 de maio


Escravidão Ontem e Hoje: Fim do trabalho escravo?

No dia 13 de maio de 1888 , a Princesa Isabel sancionou a Lei Àurea que aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil.
Nós do PET-PEDAGOGIA, atentamos para esta data com o desenvolvimento da atividade do Cultuarte. As fotografias e frases revelam a realidade da escravidão no brasil e questiona se de fato a abolição da escravatura foi consolidada em 1888.

Vejam as fotos:








Aluno de Graduação da UFCG


Alunas do 2° período de Pedagogia

Alunas do 2° período de Pedagogia

Aluna do 4° período de Pedagogia
Aluna do 4° período de Pedagogia


Prof. Mestre Fabiola Cordeiros




Prof. Dr. Roziane Marinho
Alunas do 2 ° período de Pedagogia

Alunas do 2° periodo de Pedagogia

Alunas do 2° periodo de Pedagogia
Aluna do 2° periodo de Pedagogia


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Semana de Questões Contemporâneas

De 04 a 08 de Abril a Unidade Acadêmica de Educação realizou junto com o PET-Pedagogia a II Semana de Questões Contemporâneas. Com a temática: Trabalho e Formação de Professores

Contamos com a colaboração e participação de Professores, e Especialistas da área educacional, e da saúde, todos esclarecendo aspectos formacionais, e os cuidados necessários e diários desta profissão.

Durante toda essa semana foram destacadas as possibilidades e barreiras do educador. No entanto, observamos que a participação e preocupação dos alunos presentes, nos mostram que a educação é uma ação possível, transformadora e social, da qual o Professor é fundamental. Sua formação, e preocupação com a saúde é algo que deve ser continuo. Almejamos que as informações desta semana permaneçam e aprimorem-se ao decorrer da nossa longa formação docente. Vejam as apresentações a seguir:

Profa.Dra.Andréia Ferreira da Silva
Profa. da Unidade Acadêmica de Educação -UFCG



Profa. Rita de Cássia Cavalcanti Porto
Profª  do DHP/CE/UFPB
Vice-presidente da ANFOPE

Profa. Islayne Monalisa
Aluna da UFCG CEE ex- PETiana- Pedagogia



Dra. Lidianne Costa Fernandes
(Fonoaudióloga)



Adília Uchôa de Lima
(Integrante da Equipe Pedagógica da Educação Infantil)


Prof. Clínico Jr. Fydeles


FOTOS

 Professora Dra. e Tutora do PET- Pedagogia 
Melânia Mendonça Rodrigues

 Aluna da UFCG CEE ex- PETiana- Pedagogia Islayne Monalisa 
Professora Dra. Melânia Mendonça Rodrigues


Adília Uchôa de Lima

 Professor Jameson Ramos Campos - UEPB

 Dra. Lidianne Costa Fernandes - Fonoaudióloga

 Professor Clínico Júnior Fydelles


Ofícina de Relaxamento

 Alunas de Pedagogia 5º Período

 Alunas de Pedagogia 3º Período

 Alunas de Pedagogia 7º Período

 Alunas de Pedagogia 5º Período

 Alunas de Pedagogia Concluintes 2011.1

 Alunas de Pedagogia 5º Período

 Alunas de Pedagogia

Prof. Clínico Fydelles e Alunas em ofícina

  


domingo, 3 de abril de 2011

Recepção aos feras

  No dia 18 de fevereiro foi realizada a recepçaõ aos feras de pedagogia 2011.1 pelo grupo PET, com a participação do professor Dr. Jose Luis. Realizamos competições, rodas de conversa e culminancia com sorvete com auxilio da coordenação da Uaed.
  Veja as fotos:

                                              Competição de desenhos

                                                           









                                Competição com bola de sopro




                                        Competição de produção literária